Teoria do não-objeto - fichamento

como contribuição à II Exposição Neoconcreta, realizada no salão de exposição do Palácio da Cultura, Estado da Guanabara, de 21 de novembro a 20 de dezembro de 1960 Não-objeto não é o oposto. Ele se dá a percepção sem deixar resto, uma pura aparência. Acredito que ele quer dizer que o não-objeto é exatamente a presença naquela hora, não tem nada que complete sua existência (ele não é um significante que tem seu significado). _ Morte da Pintura Na história: o impressionismo e cubismo, dando valor à obra e esvaziando os objetos de significado (e da sua essência, o que precede seu surgimento e invenção). No abstracionismo: a junção do não-objeto com o objeto, à medida em que um hora se esvazia de significado e outra requer objetos (pregos, números, tachinhas) A tela é o novo objeto da pintura, não o mundo (não representado). _ Obra A moldura tem a função de inserir a obra no mundo. A comunicação, com um barreira, filtra o choque com a realidade. Ela permite que a pintura esteja no mundo. Legal que a partir de Malevich e Mondrian, a pintura não precisa mais de moldura, já que ela não é mais um espaço a parte do mundo, não é um espaço metafórico (não é um parênteses, mas uma continuidade). Nos ready-mades, o objeto é deslocado da sua realidade e se esvazia de significado, estabelecendo novas relações com os outros objetos e as pessoas. Esse deslocamento evoca a revelação do desejo dos indivíduos, diante da falta (objetos vazios). A única significação do não-objeto é o seu próprio aparecimento.

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